quarta-feira, 6 de junho de 2012

desenvolvimento moral


Kohlberg para estudar o desenvolvimento moral, decidiu dividir as capacidades morais das pessoas em três níveis e cada nível dividiu em dois estágios, os quais irei esmiuçar em seguida. Mas, antes disso, é importante referir que estes níveis tem uma relação forte com a idade, no entanto nem todas as pessoas completam os níveis todos antes pelo contrário. Os níveis são:
·                   Nível pré-convencional

o       Estádio da moralidade heterónima - nesta fase a pessoa está muito focada em si mesmo e só não efectua determinadas atitudes, devido ás consequências directas que daí advêm.

o       Estádio do individualismo, propósito e troca instrumental – nesta fase as pessoas efectuam acções devido ao benéficos directos que daí advém, como é o caso de trocas materiais, ou seja, deixa de ser “não vou fazer aquilo, porque o meu pai vai-me castigar” para “vou trocar a bicicleta pelo gameboy como o meu irmão, porque gosto mais de jogar gameboy que andar de bicicleta”.

·                   Nível convencional

o       Estádio das expectativas e relações interpessoais mútuas e conformidade interpessoal – nesta fase surge a necessidade de agradar aos outros e, por exemplo efectuam boas acções para os outros terem boa imagem do primeiro, e não pelo dever de as fazer.
o       Estádio do sistema pessoal e consciência – nesta altura já existe uma preocupação com a sociedade e surgem pensamentos como “se toda a gente fizesse isso…”.

·                   Nível pos-convencional

o       Estádio do contrato social – este é um estádio que nem todos conseguem atingir e rege-se pela máximo de “o maior bem para o maior número de pessoas.
o       Estádio dos princípios éticos e sociais – este último estágio já é raro ser atingido, pois não é só a preocupação com princípios éticos, como também a capacidade de mover massas populacionais para um determinado fim.


Modelo psicossocial de Erik Erikson


Este autor, também se dedicou ao desenvolvimento pessoal, e tal como os anteriores, também dividiu o crescimento por fases, no entanto o que Erikson acrescentou de novo foram as aptidões adquiridas em cada estágio e pelo contrário, se este não for bem sucedido que malefícios irão causar na fase adulta. E para isto Erikson dividiu a infância nos seguintes estádios:

·                   Confiança vs desconfiança, esta fase inicia-se no nascimento e dura até aos 18 meses, e é nesta altura que os bebés tem uma extrema confiança nos seus pais, ou criadores. Caso esta confiança seja bem sucedida existe uma tendência para no futuro ser uma pessoa que confia nos outros, caso contrário o bebé vai desenvolvendo o sentimento de desconfiança.

·                   Autonomia VS vergonha/dúvida, em seguida, e até aos três anos o bebé começa a ter alguma iniciativa para imitar os as pessoas que a rodeia e caso não esteja a ser sempre recalcado por terceiros terá tendência para desenvolver a sua autonomia, enquanto no caso contrário terá tendência para a timidez e vergonha.

·                   Iniciativa VS culpa, esta inicia-se por volta dos três anos e finaliza-se por volta dos seis e o processo é semelhante ao anterior, mas desta vez o bebé começará a explorar o mundo que o rodeia, e se lhe for permitido tornar-se-á uma pessoa com iniciativa, se não poderá sentir-se culpado por todos os acontecimentos negativos que o rodeiam.

·                   Mestria VS inferioridade, nesta altura as crianças entram para o 1º ciclo e entram num ambiente novo para eles com níveis de exigência superiores e pequenas rivalidades, e se forem capazes de ultrapassarem-na de uma forma correcta criam o sentimento de capacidade para enfrentar novos desafios, caso contrário irão desenvolver o sentimento de inferioridade. Esta fase termina por volta dos doze anos.

·                   Identidade do ego VS difusão do ego, chegando à adolescência, estes vão criar a sua própria personalidade e se o conseguirem irão defenir o que querem para a vida e o que vão fazer para lá chegar, caso contrário andaram “meio perdidos”, pois não tem objectivos nem motivações para o esforço pessoal.

·                   Intimidade VS isolamento, depois e disto, mas ainda na adolescência os jovens começam a ter os seus primeiros relacionamentos amorosos e começam a desenvolver a intimidade com terceiros, mas se não tiverem essas experiências, poderão isolar-se, perdendo a auto-estima.

·                   Realização VS estagnação, está fase refere-se à fase adulta, onde muitos adultos aderem às rotinas, derivadas de empregos monótonos, o que não é positivo, ao contrário de outros que tentam quebrar rotinas e ter novas experiências, acabando por se sentir mais realizados.

·                   Integridade VS desespero, e finalmente este estádio refere-se à terceira idade, onde o correcto será manter um estilo de vida activo, dentro das possibilidades, e não correr no erro da motonia de ficar em casa a viver da reforma. 

Estádios psicossexuais


Freud para além da sua teoria sobre o inconsciente, também estudou o desenvolvimento pessoal e à semelhança de Piaget, também criou estádios de desenvolvimento, que acabaram por pertencer a intervalos de idade muito semelhantes. No entanto, deu bastante importância há sexualidade, criando os seguintes estágios:

·        Estádio oral, do nascimento aos 12/18 meses é caracterizado pela importância do “id”, o inato, o bebé comporta-se de acordo com os seus desejos/ fontes de prazer, sendo a boca e os lábios a sua principal fonte de prazer, as suas actividades favoritas são chupar, mamar e sugar um dedo.

·        Estádio anal, dos 12/18 meses aos 2/3 anos, a sua principal zona erógena passa a ser a zona anal, provocando-lhe prazer nas contracções musculares relativas à evacuação das fezes, no entanto, devido a pressões por parte dos pais, a criança hesita, formando assim o superego.

·        Estádio fálico, dos 2/3 anos aos 5/6 anos, a principal zona erógena passa a ser os órgãos genitais e a criança tem prazer ao tocar-lhes. É normal nesta fase existir uma atracção pelo progenitor do sexo oposto, surgindo o complexo de Édipo nos rapazes e o complexo de Electra nas raparigas.

·        Período de latência, dos 5/6 anos, até à puberdade, o interesse sexual perde um pouco a sua relevância, passando a ter importância o intelecto, compreendendo o papel da mulher e do homem na sociedade. É nesta altura que surgem sentimentos como vergonha, pudor, repugnância e nojo.

·        Estádio genital, a partir da puberdade, nesta altura surge de novo o interesse sexual, mas desta vez fora do ambiente familiar e num ambiente totalmente novo, os parceiros da sua idade, sendo a principal zona erógena os órgãos genitais.

Teoria do inconsciente



O objecto de estudo de Freud foi o inconsciente, e a sua teoria diz que o funcionamento da mente pode ser comparado a um iceberg, ou seja, a parte submersa (que é a parte mais significativa) é comparada ao inconsciente, onde se encontram medos, pulsões inatas, pulsões agressivas, desejos quer sexuais quer não, fantasias, entre outras, e a união de tudo isto designou por “id”; em seguida, ainda dentro do inconsciente aparece o “ego” que é o que liga o “id” à realidade, ou seja, a nossa noção da realidade; e por fim, o superego funciona como um juiz que autoriza a atitude ou o pensamento submergir no consciente ou é recalcado de volta no inconsciente

Desenvolvimento cognitivo


Ao longo dos tempos, o desenvolvimento cognitivo das crianças foi um assunto de grande importância, devido ao fato de as crianças de “as crianças de hoje são os adultos de amanhã”.
Então, houve diversas evoluções ao nível da educação e formação dos jovens, especificamente nos Estados Unidos existiram vários programas pioneiros com o objectivo de dar vários estímulos as crianças, provocando um acréscimo de evoluções cognitivas, como por exemplo o Head Start.
Jean Piaget também estudou este tema e chegou à conclusão que o desenvolvimento cognitivo das pessoas passava obrigatoriamente por diferentes fases, as quais designou por estádios:
·                 Estádio sensório-motor – este ocorre do nascimento aos 18 meses e caracteriza-se pela coordenação entre capacidades motoras e os sentidos (visão, audição, paladar, tacto e olfacto), nesta fase o bebé consegue pegar em alimentos com a mão, pois viu-os e leva-los á boca. De uma forma geral esta fase caracteriza-se pela exploração manual e visual do que o rodeia; acções como agarrar, imitar, sugar, bater, atirar e chutar; nesta fase ocorre a permanência do objecto e centralização no próprio corpo.
·                 Estádio pré-operatório -  surge por volta dos 18 meses e dura até aos 6/7 anos e pode ser dividido em dois subestádios:
1.             Pensamento pré-conceptual - que se caracteriza pelo animismo (dar vida aos objectos); realismo (dar corpo aos medos e sonhos); finalismo (arranjar uma justificação para tudo e qualquer acontecimento); artificialismo (tudo no mundo inclusivo a natureza foi construído por alguém; e finalmente, o egocentrismo (incapacidade de compreender outros pontos de vista, tendo sempre que ter razão).
2.             Pensamento intuitivo – esta altura é caracterizada pela irreversibilidade (incapacidade de pegar na informação e interpretá-la de formas diferentes); pela dificuldade em transformação incapacidade de compreensão de processos que impliquem mudança); pela centralização (pensamento centrado num só aspecto físico); e pela não conservação (incapacidade de perceber que a quantidade pode manter-se, apesar de mudar o aspecto exterior)
·                   Período das operações concretas – Nesta fase (6/7anos aos 11/12 anos) muitas das características referidas anteriormente desaparecem, surgindo o pensamento lógico, logo, com este a reversibilidade, a descentralização do pensamento, a noção de conservação da matéria, noção de espaço, tempo, número, lógica, seriações e classificações.
·                   Período das operações formais – Esta é o último estádio referido por Piaget, e é aqui que se atinge o pensamento abstracto, lógico e formal; a realização de operações sobre as ideias, surge o egocentrismo intelectual (o seu pensamento pode resolver todo e qualquer problema); os raciocínios hipotético-formais, a dedução e indução; e finalmente, o pensamento combinatório e perspectivista.  


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Desenvolvimento da infância e adolescência


As fases do desenvolvimento infantilApesar de a maior parte das capacidades de um individuo surgirem em cadeia ao longo dos primeiros meses de vida, os bebés quando nascem já tem uma espécie de prontidão para a vida, ou seja, um conjunto de capacidades básicas à sobrevivência, como o respirar, sugar e engolir; e outras capacidades que aparentemente não tem grande importância, como o banbinski (reflexo para a extensão do dedo grande do pé) e reflexos para andar e nadar.
Em seguida, com o passar dos tempos vão adquirindo capacidades em cadeia, (nunca chegam a uma próxima sem estarem à vontade na anterior), por volta do segundo mês, já se movimentam rastejando e depois começam a gatinhar, por volta do terceiro mês já se conseguem sentar-se sozinhos, no quinto já se começam a conseguir levantar, no sétimo conseguem andar com apoio de algo, só conseguindo andar sozinhos por volta do décimo primeiro mês.
O mesmo ocorre com as capacidades sensoriais, ou seja, vão se desenvolvendo aos poucos com o passar dos meses, por exemplo nos primeiros tempos de vida a visão só é capaz de distinguir faces a cerca de trinta centímetros, os quais vão aumentando ao longo do tempo com o desenvolvimento do olho, mas há uma tendência do bebé para preferir faces a outros objectos. O mesmo acontece com a audição, existe uma preferência pela voz da mãe. Mais tarde, conseguem coordenar a visão com a audição (aos quatro meses) e a visão com o tácteis (entre os quatro a seis meses). 

domingo, 3 de junho de 2012

Avanços na ciência impedem bebés de herdar doenças genéticas


Investigadores norte-americanos conseguiram alguns avanços na tentativa de assegurar que os bebés não herdem doenças genéticas das suas mães. 
Foram feitos estudos, em animais, que consistiram na transferência de material genético de um óvulo com problemas/anomalias para um óvulo saudável. Gerou-se então um bebé saudável. 
Este método experimental, que registou resultados positivos com macacos, poderá permitir que mulheres com defeitos genéticos não os transmitam à descendência. Outro benefício é o facto de poder fazer com que mães mais velhas (que têm um elevado risco na gravidez) possam ter bebés saudáveis. 
O cerne da questão está na mitocôndria (estrutura com material genético, que se encontra no citoplasma da célula animal), como é um organito bastante delicado, até agora, muitas das tentativas de transplante de um óvulo para outro não foram bem sucedidas.
Apesar disto, estes cientistas norte-americanos já conseguiram fazer nascer três macacos saudáveis, resultados que no futuro poderão garantir sucesso deste método no ser humano.

Descoberta de genes que favorecem a obesidade


Uma equipa europeia de investigadores identificou um gene que aumenta o risco de obesidade, o que indica que o aumento de peso não depende apenas da sedentariedade. O gene PCSKI desempenha um papel essencial na maturação de várias hormonas, com papel chave na ingestão de alimentos.
Uma equipa de investigadores britânicos e franceses descobriu um gene que favorece a obesidade. Este gene fabrica uma enzima que torna vários hormonas operacionais, estando estas envolvidas no controlo do apetite, como a insulina, o glicagon ou a proopiomelanocortina, que provoca a saciedade.
Anteriormente, já tinham sido identificadas mutações do PCSK1 em três pacientes que sofriam de obesidade considerada rara, chamada monegénica (causada por um só gene), nos quais se constatou a ausência da enzima.
O aumento da frequência da obesidade e do excesso de peso é geralmente atribuído a alterações do modo de vida relacionadas com a dieta ou a sedentariedade, mas há vários "genes da obesidade" já identificados.
«Quase 25 por cento da população tem uma forma diferente desta enzima que é aparentemente um bocadinho menos activa", disse Philippe Froguel, professor do Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS), da Universidade de Lille 2 e do Instituto Pasteur de Lille.
«Penso que no final do ano teremos identificados uma dúzia de genes diferentes da obesidade», rematou o investigador.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Genética VS Hereditariedade



Popularmente é comum usar-se os termos hereditariedade e genética para definir a mesma coisa, no entanto estás definições tem pequenas diferenças: 
A hereditariedade, de uma forma muito simples são todas as caraterísticas que são transmitidas de geração em geração, por exemplo, se o meu pai e a minha mãe tiverem olhos azuis então a cor dos meus olhos será azul. Enquanto que, a genética é a ciência que estuda os genes, ou seja, é a ciência que estuda como estas características passam de geração em geração, o porquê, pegando no mesmo exemplo, na cor dos olhos, se ambos os meus pais tiverem olhos castanhos, já existe possibilidades de eu ter olhos azuis, pois o gene responsável pela cor castanha dos olhos é dominante, o que torna possível ambos progenitores tenham um gene recessivo, que representa a cor azul dos olhos e terem outro gene para a cor castanha, sendo este dominante, tem os olhos castanhos. Logo, é possível que o filho receba os dois genes recessivos dos progenitores, ficando com dois genes representativos da cor azul, daí os olhos azuis. 
E tudo isto foi descoberto através da genética, logo pode-se dizer que a genética, para além de outras subáreas, estuda a hereditariedade.


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Senso comum VS ciência


O ser humano, em geral tem uma grande tendência para arranjar justificações para os fenómenos da natureza que observamos no quotidiano, no entanto estas justificações são criadas por pessoas sem conhecimentos para tal e vão passando de geração em geração.
De uma forma geral é um processo positivo, (ninguém inventa nada que não faça sentido), no entanto algumas com a evolução da ciência verificaram-se erradas, perdendo a sua veracidade, como foi o caso de Galileu ao descobrir que a Terra girava a volta do Sol.
De uma forma muito resumida, a diferença entre senso comum e ciência é que a primeira é um conhecimento antigo que passa de geração em geração e são criados por pessoas sem qualificações para tal, através da observação de fenómenos; enquanto que a ciência é um conhecimento descoberto por pessoas qualificadas e todos este é comprovado tanto na teoria como na prática.  

Verifique se estas afirmações são verdadeiras:

1.      Um jovem chega ao mundo com capacidade de distinguir o bem do mal.
2.      Uma criança que não o olhe nos olhos é traiçoeira.
3.      Os sobredotados tem tendência a serem anti-sociais e fisicamente fracos.
4.      Os lábios finos são sinal de crueldade numa criança.
5.      Uma grávida pode influenciar a personalidade do bebé pensando em determinadas coisas.
6.      A matemática influencia as crianças a pensarem de uma forma lógica.
7.      Mãos longas e esguias indicam temperamento artístico.
8.      Os jovens por vezes ficam fracos da cabeça por estudarem demais.
9.      Crianças com testa alta são mais inteligentes que as outras.
10.  As crianças tem medo instintivo do escuro.

*Todas estas afirmações são faltas 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Métodos da psicologia


1. Método Introspectivo
         Este método consiste em provocar determinados estímulos a indivíduos treinados, e em seguida, os mesmos descrevem todos os aspectos relacionados com as sensações e os sentimentos sentidos, e depois disto os psicólogos estudam esses dados.
         Este método tem como defeito a incapacidade de descrição de sentimentos e sensações, a variedade dos mesmo relativos ao mesmo estimulo, consoante o estado de espírito e o factor de não ser aplicável a crianças e animais.

2. Observação
         Este consiste na avaliação e relacionamento dos comportamentos observáveis, utilizados para responder a uma variedade de estímulos. Dentro deste método existem várias divisões:
·         Observação ocasional, observações mais simples relacionadas com ocasiões especiais.
·         Observação sistémica, estas são relacionadas com o método experimental, ou seja, as retiradas das experiências (depois da formulação da hipótese e da manipulação das variáveis).
·         Observação laboratorial, estas são as ocorridas em laboratório, mas especificas.
·         Observação naturalista, estas são obtidas exactamente como acontecem no quotidiano, por exemplo são observações em casa, na escola, entre outros locais…

3. Método experimental
         O método experimental, como o nome indica é relacionado com a interpretação das experiencias, e este processo consiste na formulação de uma hipótese, controlo e manipulação das variáveis, esta fase antecede a experiência em si tem como objectivo reduzir as variáveis que poderão influenciar a experiência, e finalmente, a execução da mesma e em seguida o registo e análise desta.
         As críticas apontadas a este método são: a dificuldade em controlar as variáveis; a dificuldade de isolamento de variáveis devido à complexidade da mente humana; as divergências humanas; a questão de o laboratório ser um ambiente artificial; a preferência da quantidade em relação à qualidade; e por fim, os problemas éticos relativos a essas experiências, principalmente com humanos.

4. Método clínico
         Este ocorre principalmente em clínicas ou laboratórios e os meios utilizados são: testes, interpretação de observações de imagens, entrevistas e anamnese.
        

5. Método psicanalítico
       Este meio é um pouco subjectivo, pois é à base de associações livres, interpretação de sonhos, hipnose, análises de transferência e de actos falhados.

sábado, 19 de maio de 2012

Psicanálise

Até esta altura, a concepção dominante de Homem definia-o como ser racional, que controlava os seus impulsos através da vontade. O consciente, constituído pelas representações presentes na nossa consciência e conhecido pela introspecção, constituía o essencial da vida mental de ser humano.
A grande revolução introduzida por Freud consistiu na afirmação da existência do inconsciente – zona do psiquismo constituída por pulsões, tendências, desejos e medo.
Freud compara o psiquismo humano a um icebergue: a sua parte visível é muito pequena e corresponde ao consciente (imagens, lembranças, pensamento), a parte submersa, que não se vê, do icebergue é a maior e corresponde ao inconsciente, cabendo-lhe um papel determinante no comportamento. O pré-consciente faz a ligação entre o consciente e o inconsciente e corresponde, a zona flutuante de passagem entre a parte visível e a oculta que varia o seu grau de emersão (memórias, fantasias e lembranças).
Recalcamento, defesa do ego que censurar ao enviar para o inconsciente do id as pulsões contrárias às normas do consciente do superego.
Freud formula uma nova teoria das estruturas do aparelho psíquico, onde diz que este se organizava através das instâncias id (regula-se pelo principio do prazer e aparece com o recém-nascido), ego(medidor da realidade externa e como agente da defesa contra a angústia provocada por conflitos internos), superego(directamente envolvido pela realidade e guia-se pelo principio da realidade).
Freud afirmou também que o aparelho psíquico é regido por dois princípios gerais: o princípio do prazer e o princípio da realidade. 
Ao principio do prazer corresponde o processo primário, que implica uma libertação de energia psíquica sem barreiras, ou seja, à um afastamento da razão guiando-se só pelo prazer ou pela forma mais imediata. 
O principio da realidade faz com que o aparelho psíquico renuncie à satisfação imediata, em ordem a ter em conta a situação real, garantido um contacto com a realidade.

Gestaltismo



O gestaltismo ou psicologia da forma,nasce por oposição à psicologia do séc. XIX e critica Wundt.
Köhler, autor desta teoria, defende que a psicologia deveria decompor os processos conscientes nos seus elementos constituintes e enunciar as leis que regem as suas combinações e relações. Os elementos mais simples seriam as sensações que, associadas, somadas constituiriam a percepção.

Os gestaltistas partem das estruturas, das formas: nós percepcionamos configurações, isto é, conjuntos organizados em totalidade. A teoria da forma considera a percepção como um todo. Primeiro percepcionam o total depois analisam os elementos ou dos pormenores.

O todo não é a soma das partes – na realidade estas organizam-se segundo determinadas leis. Os elementos constitutivos de uma figura são agrupados espontaneamente. Esta organização é, segundo o gestaltismo, essencialmente inatos.

A organização da nossa percepção será estudada pelos gestaltistas que enunciam um conjunto de leis.

- Lei da proximidade – perante elementos diversos, temos tendência a agrupar aqueles que se encontram mais próximos.

- Lei da semelhança – perante elementos diversos, temos tendência a agrupar por semelhanças.

- Lei da contiguidade – perante algo inacabado, temos tendência a acabar.

Os gestaltistas criticam Watson porque este diz que todo depende do meio e Köhler acha que as ideias são inatas.

Construtivismo

  Este defende que o conhecimento é um processo dinâmico há permanentemente interacção entre o sujeito e o objecto. Na sua perspectiva, não é possível separar o sujeito do objecto, como não é possível imaginar um organismo vivo independente do meio, este processo de interacção decorre em etapas sequenciais que Piaget designa por estádios de desenvolvimento (sensório-motor vai do nascimento até aos 18 meses; pré-operatório começa com a linguagem e vai até aos 7 anos; operações concretas vai dos 7 aos 12 anos, a criança é capaz de raciocinar sobre objectos manipuláveis; operações formais surge por volta dos 12 anos, a criança é capaz de raciocinar sobre hipóteses, sobre proposições).
      Para Piaget, conhecer é agir e transformar os objectos. O conhecimento não se reduz ao simples registo feito pelo sujeito dos dados já organizados no mundo exterior. O sujeito apreende e interpreta o mundo, através das suas estruturas cognitivas. Mas o sujeito não se encontra apetrechado com estruturas inatas. Essas estruturas são formadas graças à actividade do sujeito no contacto com o meio que está em devir permanente. O processo de conhecimento é o processo de construção de estruturas.
   Piaget utiliza a observação naturalista para observar naturalmente as pessoas no seu meio, isto é, no meio em estão habituadas a frequentar e o método clínico tenta-se compreender um caso clinico concreto.
Conclusão: o
comportamento do indivíduo, a inteligência, resulta de uma construção progressiva do sujeito em interacção com o meio.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Behaviorismo



O Behaviorismo ou comportamentalismo é uma corrente da psicologia criada por John Watson, nos Estados Unidos.
Watson criou uma teoria totalmente diferente das criadas até então, pois em vez de estudar a consciência, estudou o comportamento, os factores observáveis.
Para Watson, os estudos da psicologia não deviam ter em conta nenhum tipo de preocupações introspectivas, filosóficas ou motivacionais, mas sim os comportamentos objectivos, concretos e observáveis, assim conseguiu tornar o estudo da psicologia muito mais concreto, estudando as respostas comportamentais a determinados estímulos; como a experiência altera o comportamento; a importância de factores genéticos, e outros factores que poderiam influenciar o comportamento.
Além disto tudo, Watson alargou o seu estudo tanto aos animais como às crianças (área pouco desenvolvida até então). E chegou a conclusões como por exemplo que os comportamentos são antecedidos de estímulos; que todos os comportamentos são adquiridos por aprendizagem, sendo esta muito importante na alteração de comportamentos desadaptativos e que os comportamentos complexos são criados pela soma de várias acções simples.

Funcionalismo

      Ao contrário do Estruturalismo, o Funcionalismo não achava importantes as questões ligadas às unidades básicas da mente, antes pelo contrário, dá importância à consciência e tenta explicar a capacidade de adaptação da mente através da mesma, ou melhor, tenta explicar “o que os Homens fazem” e “porque o fazem”. Esta corrente foi fundada por William James e James R. Angell, apesar de terem tido vários seguidores. E a forma que estes acharam mais adequada para o estudarem foi através da observação, apesar de a introspecção ser ainda aceite como método de investigação. Estes métodos foram utilizados não só no estudo de seres humanos, como também no estudos com animais, chegando a conclusões, como que tantos os     Homens como os animais tinham tendência para repetir acções, pelas quais foram beneficiados e não repetir as que foram prejudicados.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Cimógrafo


     Este aparelho designa-se por Cimógrafo e servia para medir as intensidades e durações dos processos psicofisiológicos e foi muito utilizado nos estudos de Wundt.



quinta-feira, 10 de maio de 2012

Estruturalismo


A psicologia moderna, apenas surge nos finais do século XIX, pois foi nesta altura que Wilhelm Wundt, psicólogo alemão criou o primeiro laboratório de psicologia experimental, surgindo a psicologia científica, através da qual a psicologia se separou da filosofia definitivamente.
Wundt tentou explicar como funcionava a mente humana, para isso desenvolveu várias experiências, na tentativa de tal como na ciência encontrar as unidades básicas da mente (tal como os átomos na física), mais especificamente, queria saber o que estava na base dos sentimentos e das sensações. Para tal, utilizou o método da introspecção, onde algumas pessoas treinadas tentavam descrever os sentimentos e sensações da forma mais simples possível (era pedidos aos interrogados para descreverem várias vertentes do que sentiam, como a intensidade, a duração, o modo, o prazer ou desprazer, a tensão ou relaxamento, a actividade ou a passividade, entre outros).
Esta corrente de estudo da mente designou-se por Estruturalismo. 

sexta-feira, 2 de março de 2012

Aula nº1 - Introdução à psicologia

A Psicologia é um assunto abordado desde o início das civilizações, no entanto não era um disciplina independente, mas sim um ramo da Filosofia. Só por volta do século XIX, a psicologia se tornou independente como disciplina. Daí advém a expressão " A psicologia tem um longo passado, mas uma curta história", expressão da autoria de Herrmann Ebbinghaus , um dos primeiros psicólogos.


Abordamos também várias correntes da Psicologia, tais como o Estruturalismo, o Funcionalismo, o Behaviorismo, a Psicanálise, o Construtivismo e o Gestaltismo.





quinta-feira, 1 de março de 2012

As expectativas em relação à Psicologia do Desenvolvimento

 
Com esta unidade curricular, pretendemos adquirir novos conhecimentos ao nível das relações sociais e interpretação de comportamentos. Sendo Psicologia, mais concretamente Psicologia do Desenvolvimento, uma nova área, na qual nós (elementos do grupo), não tivemos qualquer contacto, as expectativas são à partida muito altas, devido à sua relevância ao longo dos tempos no pensamento humano e da compreensão do mesmo. Mais especificamente com este blog, expectamos desenvolver um trabalho criterioso acerca da matéria leccionada nas aulas teóricas e também desenvolver capacidades e habilidades ao nível do trabalho em grupo. Por fim, esperamos aprender muito com esta unidade curricular com o intuito de poder aplicar estes conhecimentos na nossa futura profissão.