Uma equipa europeia de investigadores identificou um
gene que aumenta o risco de obesidade, o que indica que o aumento de peso não
depende apenas da sedentariedade. O gene PCSKI desempenha um papel essencial na
maturação de várias hormonas, com papel chave na ingestão de alimentos.
Uma equipa de investigadores britânicos e franceses
descobriu um gene que favorece a obesidade. Este gene fabrica uma enzima que
torna vários hormonas operacionais, estando estas envolvidas no controlo do
apetite, como a insulina, o glicagon ou a proopiomelanocortina, que provoca a
saciedade.
Anteriormente, já tinham sido identificadas mutações
do PCSK1 em três pacientes que sofriam de obesidade considerada rara, chamada
monegénica (causada por um só gene), nos quais se constatou a ausência da
enzima.
O aumento da frequência da obesidade e do excesso de
peso é geralmente atribuído a alterações do modo de vida relacionadas com a
dieta ou a sedentariedade, mas há vários "genes da obesidade" já
identificados.
«Quase 25 por cento da população tem uma forma
diferente desta enzima que é aparentemente um bocadinho menos activa",
disse Philippe Froguel, professor do Centro Nacional de Investigação Científica
(CNRS), da Universidade de Lille 2 e do Instituto Pasteur de Lille.
«Penso que no final do ano teremos
identificados uma dúzia de genes diferentes da obesidade», rematou o
investigador.
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