quarta-feira, 6 de junho de 2012

Desenvolvimento cognitivo


Ao longo dos tempos, o desenvolvimento cognitivo das crianças foi um assunto de grande importância, devido ao fato de as crianças de “as crianças de hoje são os adultos de amanhã”.
Então, houve diversas evoluções ao nível da educação e formação dos jovens, especificamente nos Estados Unidos existiram vários programas pioneiros com o objectivo de dar vários estímulos as crianças, provocando um acréscimo de evoluções cognitivas, como por exemplo o Head Start.
Jean Piaget também estudou este tema e chegou à conclusão que o desenvolvimento cognitivo das pessoas passava obrigatoriamente por diferentes fases, as quais designou por estádios:
·                 Estádio sensório-motor – este ocorre do nascimento aos 18 meses e caracteriza-se pela coordenação entre capacidades motoras e os sentidos (visão, audição, paladar, tacto e olfacto), nesta fase o bebé consegue pegar em alimentos com a mão, pois viu-os e leva-los á boca. De uma forma geral esta fase caracteriza-se pela exploração manual e visual do que o rodeia; acções como agarrar, imitar, sugar, bater, atirar e chutar; nesta fase ocorre a permanência do objecto e centralização no próprio corpo.
·                 Estádio pré-operatório -  surge por volta dos 18 meses e dura até aos 6/7 anos e pode ser dividido em dois subestádios:
1.             Pensamento pré-conceptual - que se caracteriza pelo animismo (dar vida aos objectos); realismo (dar corpo aos medos e sonhos); finalismo (arranjar uma justificação para tudo e qualquer acontecimento); artificialismo (tudo no mundo inclusivo a natureza foi construído por alguém; e finalmente, o egocentrismo (incapacidade de compreender outros pontos de vista, tendo sempre que ter razão).
2.             Pensamento intuitivo – esta altura é caracterizada pela irreversibilidade (incapacidade de pegar na informação e interpretá-la de formas diferentes); pela dificuldade em transformação incapacidade de compreensão de processos que impliquem mudança); pela centralização (pensamento centrado num só aspecto físico); e pela não conservação (incapacidade de perceber que a quantidade pode manter-se, apesar de mudar o aspecto exterior)
·                   Período das operações concretas – Nesta fase (6/7anos aos 11/12 anos) muitas das características referidas anteriormente desaparecem, surgindo o pensamento lógico, logo, com este a reversibilidade, a descentralização do pensamento, a noção de conservação da matéria, noção de espaço, tempo, número, lógica, seriações e classificações.
·                   Período das operações formais – Esta é o último estádio referido por Piaget, e é aqui que se atinge o pensamento abstracto, lógico e formal; a realização de operações sobre as ideias, surge o egocentrismo intelectual (o seu pensamento pode resolver todo e qualquer problema); os raciocínios hipotético-formais, a dedução e indução; e finalmente, o pensamento combinatório e perspectivista.  


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