Até esta altura,
a concepção dominante de Homem definia-o como ser racional, que
controlava os seus impulsos através da vontade. O consciente,
constituído pelas representações presentes na nossa consciência e
conhecido pela introspecção, constituía o essencial da vida mental de
ser humano.
A
grande
revolução introduzida por Freud consistiu na afirmação da existência
do inconsciente – zona do psiquismo constituída por pulsões,
tendências,
desejos e medo.
Freud compara o
psiquismo
humano a um icebergue: a sua parte visível é muito pequena e corresponde
ao consciente (imagens, lembranças, pensamento), a parte submersa, que
não se vê, do icebergue é a maior e corresponde ao inconsciente,
cabendo-lhe um papel determinante no comportamento. O pré-consciente faz
a ligação entre o consciente e o inconsciente e corresponde, a zona
flutuante de passagem entre a parte visível e a oculta que varia o seu
grau de emersão (memórias, fantasias e lembranças).
Recalcamento, defesa do ego
que
censurar
ao enviar para o inconsciente do id as pulsões contrárias às normas do
consciente do superego.
Freud formula uma nova teoria das
estruturas
do aparelho psíquico, onde diz que este se organizava através das
instâncias id (regula-se pelo
principio
do prazer e aparece com o recém-nascido), ego(medidor da realidade
externa e como agente da defesa contra a angústia provocada por
conflitos internos), superego(directamente envolvido pela realidade e
guia-se pelo principio da realidade).
Freud afirmou também que o aparelho psíquico é regido por dois
princípios gerais: o princípio do prazer e o princípio da realidade.
Ao
principio
do prazer corresponde o processo primário, que implica uma libertação de
energia psíquica sem barreiras, ou seja, à um afastamento da razão
guiando-se só pelo prazer ou pela forma mais imediata.
O principio da
realidade faz com que o aparelho psíquico renuncie à satisfação
imediata, em ordem a ter em conta a situação real, garantido um contacto
com a realidade.
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