quarta-feira, 6 de junho de 2012

desenvolvimento moral


Kohlberg para estudar o desenvolvimento moral, decidiu dividir as capacidades morais das pessoas em três níveis e cada nível dividiu em dois estágios, os quais irei esmiuçar em seguida. Mas, antes disso, é importante referir que estes níveis tem uma relação forte com a idade, no entanto nem todas as pessoas completam os níveis todos antes pelo contrário. Os níveis são:
·                   Nível pré-convencional

o       Estádio da moralidade heterónima - nesta fase a pessoa está muito focada em si mesmo e só não efectua determinadas atitudes, devido ás consequências directas que daí advêm.

o       Estádio do individualismo, propósito e troca instrumental – nesta fase as pessoas efectuam acções devido ao benéficos directos que daí advém, como é o caso de trocas materiais, ou seja, deixa de ser “não vou fazer aquilo, porque o meu pai vai-me castigar” para “vou trocar a bicicleta pelo gameboy como o meu irmão, porque gosto mais de jogar gameboy que andar de bicicleta”.

·                   Nível convencional

o       Estádio das expectativas e relações interpessoais mútuas e conformidade interpessoal – nesta fase surge a necessidade de agradar aos outros e, por exemplo efectuam boas acções para os outros terem boa imagem do primeiro, e não pelo dever de as fazer.
o       Estádio do sistema pessoal e consciência – nesta altura já existe uma preocupação com a sociedade e surgem pensamentos como “se toda a gente fizesse isso…”.

·                   Nível pos-convencional

o       Estádio do contrato social – este é um estádio que nem todos conseguem atingir e rege-se pela máximo de “o maior bem para o maior número de pessoas.
o       Estádio dos princípios éticos e sociais – este último estágio já é raro ser atingido, pois não é só a preocupação com princípios éticos, como também a capacidade de mover massas populacionais para um determinado fim.


Modelo psicossocial de Erik Erikson


Este autor, também se dedicou ao desenvolvimento pessoal, e tal como os anteriores, também dividiu o crescimento por fases, no entanto o que Erikson acrescentou de novo foram as aptidões adquiridas em cada estágio e pelo contrário, se este não for bem sucedido que malefícios irão causar na fase adulta. E para isto Erikson dividiu a infância nos seguintes estádios:

·                   Confiança vs desconfiança, esta fase inicia-se no nascimento e dura até aos 18 meses, e é nesta altura que os bebés tem uma extrema confiança nos seus pais, ou criadores. Caso esta confiança seja bem sucedida existe uma tendência para no futuro ser uma pessoa que confia nos outros, caso contrário o bebé vai desenvolvendo o sentimento de desconfiança.

·                   Autonomia VS vergonha/dúvida, em seguida, e até aos três anos o bebé começa a ter alguma iniciativa para imitar os as pessoas que a rodeia e caso não esteja a ser sempre recalcado por terceiros terá tendência para desenvolver a sua autonomia, enquanto no caso contrário terá tendência para a timidez e vergonha.

·                   Iniciativa VS culpa, esta inicia-se por volta dos três anos e finaliza-se por volta dos seis e o processo é semelhante ao anterior, mas desta vez o bebé começará a explorar o mundo que o rodeia, e se lhe for permitido tornar-se-á uma pessoa com iniciativa, se não poderá sentir-se culpado por todos os acontecimentos negativos que o rodeiam.

·                   Mestria VS inferioridade, nesta altura as crianças entram para o 1º ciclo e entram num ambiente novo para eles com níveis de exigência superiores e pequenas rivalidades, e se forem capazes de ultrapassarem-na de uma forma correcta criam o sentimento de capacidade para enfrentar novos desafios, caso contrário irão desenvolver o sentimento de inferioridade. Esta fase termina por volta dos doze anos.

·                   Identidade do ego VS difusão do ego, chegando à adolescência, estes vão criar a sua própria personalidade e se o conseguirem irão defenir o que querem para a vida e o que vão fazer para lá chegar, caso contrário andaram “meio perdidos”, pois não tem objectivos nem motivações para o esforço pessoal.

·                   Intimidade VS isolamento, depois e disto, mas ainda na adolescência os jovens começam a ter os seus primeiros relacionamentos amorosos e começam a desenvolver a intimidade com terceiros, mas se não tiverem essas experiências, poderão isolar-se, perdendo a auto-estima.

·                   Realização VS estagnação, está fase refere-se à fase adulta, onde muitos adultos aderem às rotinas, derivadas de empregos monótonos, o que não é positivo, ao contrário de outros que tentam quebrar rotinas e ter novas experiências, acabando por se sentir mais realizados.

·                   Integridade VS desespero, e finalmente este estádio refere-se à terceira idade, onde o correcto será manter um estilo de vida activo, dentro das possibilidades, e não correr no erro da motonia de ficar em casa a viver da reforma. 

Estádios psicossexuais


Freud para além da sua teoria sobre o inconsciente, também estudou o desenvolvimento pessoal e à semelhança de Piaget, também criou estádios de desenvolvimento, que acabaram por pertencer a intervalos de idade muito semelhantes. No entanto, deu bastante importância há sexualidade, criando os seguintes estágios:

·        Estádio oral, do nascimento aos 12/18 meses é caracterizado pela importância do “id”, o inato, o bebé comporta-se de acordo com os seus desejos/ fontes de prazer, sendo a boca e os lábios a sua principal fonte de prazer, as suas actividades favoritas são chupar, mamar e sugar um dedo.

·        Estádio anal, dos 12/18 meses aos 2/3 anos, a sua principal zona erógena passa a ser a zona anal, provocando-lhe prazer nas contracções musculares relativas à evacuação das fezes, no entanto, devido a pressões por parte dos pais, a criança hesita, formando assim o superego.

·        Estádio fálico, dos 2/3 anos aos 5/6 anos, a principal zona erógena passa a ser os órgãos genitais e a criança tem prazer ao tocar-lhes. É normal nesta fase existir uma atracção pelo progenitor do sexo oposto, surgindo o complexo de Édipo nos rapazes e o complexo de Electra nas raparigas.

·        Período de latência, dos 5/6 anos, até à puberdade, o interesse sexual perde um pouco a sua relevância, passando a ter importância o intelecto, compreendendo o papel da mulher e do homem na sociedade. É nesta altura que surgem sentimentos como vergonha, pudor, repugnância e nojo.

·        Estádio genital, a partir da puberdade, nesta altura surge de novo o interesse sexual, mas desta vez fora do ambiente familiar e num ambiente totalmente novo, os parceiros da sua idade, sendo a principal zona erógena os órgãos genitais.

Teoria do inconsciente



O objecto de estudo de Freud foi o inconsciente, e a sua teoria diz que o funcionamento da mente pode ser comparado a um iceberg, ou seja, a parte submersa (que é a parte mais significativa) é comparada ao inconsciente, onde se encontram medos, pulsões inatas, pulsões agressivas, desejos quer sexuais quer não, fantasias, entre outras, e a união de tudo isto designou por “id”; em seguida, ainda dentro do inconsciente aparece o “ego” que é o que liga o “id” à realidade, ou seja, a nossa noção da realidade; e por fim, o superego funciona como um juiz que autoriza a atitude ou o pensamento submergir no consciente ou é recalcado de volta no inconsciente

Desenvolvimento cognitivo


Ao longo dos tempos, o desenvolvimento cognitivo das crianças foi um assunto de grande importância, devido ao fato de as crianças de “as crianças de hoje são os adultos de amanhã”.
Então, houve diversas evoluções ao nível da educação e formação dos jovens, especificamente nos Estados Unidos existiram vários programas pioneiros com o objectivo de dar vários estímulos as crianças, provocando um acréscimo de evoluções cognitivas, como por exemplo o Head Start.
Jean Piaget também estudou este tema e chegou à conclusão que o desenvolvimento cognitivo das pessoas passava obrigatoriamente por diferentes fases, as quais designou por estádios:
·                 Estádio sensório-motor – este ocorre do nascimento aos 18 meses e caracteriza-se pela coordenação entre capacidades motoras e os sentidos (visão, audição, paladar, tacto e olfacto), nesta fase o bebé consegue pegar em alimentos com a mão, pois viu-os e leva-los á boca. De uma forma geral esta fase caracteriza-se pela exploração manual e visual do que o rodeia; acções como agarrar, imitar, sugar, bater, atirar e chutar; nesta fase ocorre a permanência do objecto e centralização no próprio corpo.
·                 Estádio pré-operatório -  surge por volta dos 18 meses e dura até aos 6/7 anos e pode ser dividido em dois subestádios:
1.             Pensamento pré-conceptual - que se caracteriza pelo animismo (dar vida aos objectos); realismo (dar corpo aos medos e sonhos); finalismo (arranjar uma justificação para tudo e qualquer acontecimento); artificialismo (tudo no mundo inclusivo a natureza foi construído por alguém; e finalmente, o egocentrismo (incapacidade de compreender outros pontos de vista, tendo sempre que ter razão).
2.             Pensamento intuitivo – esta altura é caracterizada pela irreversibilidade (incapacidade de pegar na informação e interpretá-la de formas diferentes); pela dificuldade em transformação incapacidade de compreensão de processos que impliquem mudança); pela centralização (pensamento centrado num só aspecto físico); e pela não conservação (incapacidade de perceber que a quantidade pode manter-se, apesar de mudar o aspecto exterior)
·                   Período das operações concretas – Nesta fase (6/7anos aos 11/12 anos) muitas das características referidas anteriormente desaparecem, surgindo o pensamento lógico, logo, com este a reversibilidade, a descentralização do pensamento, a noção de conservação da matéria, noção de espaço, tempo, número, lógica, seriações e classificações.
·                   Período das operações formais – Esta é o último estádio referido por Piaget, e é aqui que se atinge o pensamento abstracto, lógico e formal; a realização de operações sobre as ideias, surge o egocentrismo intelectual (o seu pensamento pode resolver todo e qualquer problema); os raciocínios hipotético-formais, a dedução e indução; e finalmente, o pensamento combinatório e perspectivista.  


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Desenvolvimento da infância e adolescência


As fases do desenvolvimento infantilApesar de a maior parte das capacidades de um individuo surgirem em cadeia ao longo dos primeiros meses de vida, os bebés quando nascem já tem uma espécie de prontidão para a vida, ou seja, um conjunto de capacidades básicas à sobrevivência, como o respirar, sugar e engolir; e outras capacidades que aparentemente não tem grande importância, como o banbinski (reflexo para a extensão do dedo grande do pé) e reflexos para andar e nadar.
Em seguida, com o passar dos tempos vão adquirindo capacidades em cadeia, (nunca chegam a uma próxima sem estarem à vontade na anterior), por volta do segundo mês, já se movimentam rastejando e depois começam a gatinhar, por volta do terceiro mês já se conseguem sentar-se sozinhos, no quinto já se começam a conseguir levantar, no sétimo conseguem andar com apoio de algo, só conseguindo andar sozinhos por volta do décimo primeiro mês.
O mesmo ocorre com as capacidades sensoriais, ou seja, vão se desenvolvendo aos poucos com o passar dos meses, por exemplo nos primeiros tempos de vida a visão só é capaz de distinguir faces a cerca de trinta centímetros, os quais vão aumentando ao longo do tempo com o desenvolvimento do olho, mas há uma tendência do bebé para preferir faces a outros objectos. O mesmo acontece com a audição, existe uma preferência pela voz da mãe. Mais tarde, conseguem coordenar a visão com a audição (aos quatro meses) e a visão com o tácteis (entre os quatro a seis meses). 

domingo, 3 de junho de 2012

Avanços na ciência impedem bebés de herdar doenças genéticas


Investigadores norte-americanos conseguiram alguns avanços na tentativa de assegurar que os bebés não herdem doenças genéticas das suas mães. 
Foram feitos estudos, em animais, que consistiram na transferência de material genético de um óvulo com problemas/anomalias para um óvulo saudável. Gerou-se então um bebé saudável. 
Este método experimental, que registou resultados positivos com macacos, poderá permitir que mulheres com defeitos genéticos não os transmitam à descendência. Outro benefício é o facto de poder fazer com que mães mais velhas (que têm um elevado risco na gravidez) possam ter bebés saudáveis. 
O cerne da questão está na mitocôndria (estrutura com material genético, que se encontra no citoplasma da célula animal), como é um organito bastante delicado, até agora, muitas das tentativas de transplante de um óvulo para outro não foram bem sucedidas.
Apesar disto, estes cientistas norte-americanos já conseguiram fazer nascer três macacos saudáveis, resultados que no futuro poderão garantir sucesso deste método no ser humano.