quinta-feira, 31 de maio de 2012

Genética VS Hereditariedade



Popularmente é comum usar-se os termos hereditariedade e genética para definir a mesma coisa, no entanto estás definições tem pequenas diferenças: 
A hereditariedade, de uma forma muito simples são todas as caraterísticas que são transmitidas de geração em geração, por exemplo, se o meu pai e a minha mãe tiverem olhos azuis então a cor dos meus olhos será azul. Enquanto que, a genética é a ciência que estuda os genes, ou seja, é a ciência que estuda como estas características passam de geração em geração, o porquê, pegando no mesmo exemplo, na cor dos olhos, se ambos os meus pais tiverem olhos castanhos, já existe possibilidades de eu ter olhos azuis, pois o gene responsável pela cor castanha dos olhos é dominante, o que torna possível ambos progenitores tenham um gene recessivo, que representa a cor azul dos olhos e terem outro gene para a cor castanha, sendo este dominante, tem os olhos castanhos. Logo, é possível que o filho receba os dois genes recessivos dos progenitores, ficando com dois genes representativos da cor azul, daí os olhos azuis. 
E tudo isto foi descoberto através da genética, logo pode-se dizer que a genética, para além de outras subáreas, estuda a hereditariedade.


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Senso comum VS ciência


O ser humano, em geral tem uma grande tendência para arranjar justificações para os fenómenos da natureza que observamos no quotidiano, no entanto estas justificações são criadas por pessoas sem conhecimentos para tal e vão passando de geração em geração.
De uma forma geral é um processo positivo, (ninguém inventa nada que não faça sentido), no entanto algumas com a evolução da ciência verificaram-se erradas, perdendo a sua veracidade, como foi o caso de Galileu ao descobrir que a Terra girava a volta do Sol.
De uma forma muito resumida, a diferença entre senso comum e ciência é que a primeira é um conhecimento antigo que passa de geração em geração e são criados por pessoas sem qualificações para tal, através da observação de fenómenos; enquanto que a ciência é um conhecimento descoberto por pessoas qualificadas e todos este é comprovado tanto na teoria como na prática.  

Verifique se estas afirmações são verdadeiras:

1.      Um jovem chega ao mundo com capacidade de distinguir o bem do mal.
2.      Uma criança que não o olhe nos olhos é traiçoeira.
3.      Os sobredotados tem tendência a serem anti-sociais e fisicamente fracos.
4.      Os lábios finos são sinal de crueldade numa criança.
5.      Uma grávida pode influenciar a personalidade do bebé pensando em determinadas coisas.
6.      A matemática influencia as crianças a pensarem de uma forma lógica.
7.      Mãos longas e esguias indicam temperamento artístico.
8.      Os jovens por vezes ficam fracos da cabeça por estudarem demais.
9.      Crianças com testa alta são mais inteligentes que as outras.
10.  As crianças tem medo instintivo do escuro.

*Todas estas afirmações são faltas 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Métodos da psicologia


1. Método Introspectivo
         Este método consiste em provocar determinados estímulos a indivíduos treinados, e em seguida, os mesmos descrevem todos os aspectos relacionados com as sensações e os sentimentos sentidos, e depois disto os psicólogos estudam esses dados.
         Este método tem como defeito a incapacidade de descrição de sentimentos e sensações, a variedade dos mesmo relativos ao mesmo estimulo, consoante o estado de espírito e o factor de não ser aplicável a crianças e animais.

2. Observação
         Este consiste na avaliação e relacionamento dos comportamentos observáveis, utilizados para responder a uma variedade de estímulos. Dentro deste método existem várias divisões:
·         Observação ocasional, observações mais simples relacionadas com ocasiões especiais.
·         Observação sistémica, estas são relacionadas com o método experimental, ou seja, as retiradas das experiências (depois da formulação da hipótese e da manipulação das variáveis).
·         Observação laboratorial, estas são as ocorridas em laboratório, mas especificas.
·         Observação naturalista, estas são obtidas exactamente como acontecem no quotidiano, por exemplo são observações em casa, na escola, entre outros locais…

3. Método experimental
         O método experimental, como o nome indica é relacionado com a interpretação das experiencias, e este processo consiste na formulação de uma hipótese, controlo e manipulação das variáveis, esta fase antecede a experiência em si tem como objectivo reduzir as variáveis que poderão influenciar a experiência, e finalmente, a execução da mesma e em seguida o registo e análise desta.
         As críticas apontadas a este método são: a dificuldade em controlar as variáveis; a dificuldade de isolamento de variáveis devido à complexidade da mente humana; as divergências humanas; a questão de o laboratório ser um ambiente artificial; a preferência da quantidade em relação à qualidade; e por fim, os problemas éticos relativos a essas experiências, principalmente com humanos.

4. Método clínico
         Este ocorre principalmente em clínicas ou laboratórios e os meios utilizados são: testes, interpretação de observações de imagens, entrevistas e anamnese.
        

5. Método psicanalítico
       Este meio é um pouco subjectivo, pois é à base de associações livres, interpretação de sonhos, hipnose, análises de transferência e de actos falhados.

sábado, 19 de maio de 2012

Psicanálise

Até esta altura, a concepção dominante de Homem definia-o como ser racional, que controlava os seus impulsos através da vontade. O consciente, constituído pelas representações presentes na nossa consciência e conhecido pela introspecção, constituía o essencial da vida mental de ser humano.
A grande revolução introduzida por Freud consistiu na afirmação da existência do inconsciente – zona do psiquismo constituída por pulsões, tendências, desejos e medo.
Freud compara o psiquismo humano a um icebergue: a sua parte visível é muito pequena e corresponde ao consciente (imagens, lembranças, pensamento), a parte submersa, que não se vê, do icebergue é a maior e corresponde ao inconsciente, cabendo-lhe um papel determinante no comportamento. O pré-consciente faz a ligação entre o consciente e o inconsciente e corresponde, a zona flutuante de passagem entre a parte visível e a oculta que varia o seu grau de emersão (memórias, fantasias e lembranças).
Recalcamento, defesa do ego que censurar ao enviar para o inconsciente do id as pulsões contrárias às normas do consciente do superego.
Freud formula uma nova teoria das estruturas do aparelho psíquico, onde diz que este se organizava através das instâncias id (regula-se pelo principio do prazer e aparece com o recém-nascido), ego(medidor da realidade externa e como agente da defesa contra a angústia provocada por conflitos internos), superego(directamente envolvido pela realidade e guia-se pelo principio da realidade).
Freud afirmou também que o aparelho psíquico é regido por dois princípios gerais: o princípio do prazer e o princípio da realidade. 
Ao principio do prazer corresponde o processo primário, que implica uma libertação de energia psíquica sem barreiras, ou seja, à um afastamento da razão guiando-se só pelo prazer ou pela forma mais imediata. 
O principio da realidade faz com que o aparelho psíquico renuncie à satisfação imediata, em ordem a ter em conta a situação real, garantido um contacto com a realidade.

Gestaltismo



O gestaltismo ou psicologia da forma,nasce por oposição à psicologia do séc. XIX e critica Wundt.
Köhler, autor desta teoria, defende que a psicologia deveria decompor os processos conscientes nos seus elementos constituintes e enunciar as leis que regem as suas combinações e relações. Os elementos mais simples seriam as sensações que, associadas, somadas constituiriam a percepção.

Os gestaltistas partem das estruturas, das formas: nós percepcionamos configurações, isto é, conjuntos organizados em totalidade. A teoria da forma considera a percepção como um todo. Primeiro percepcionam o total depois analisam os elementos ou dos pormenores.

O todo não é a soma das partes – na realidade estas organizam-se segundo determinadas leis. Os elementos constitutivos de uma figura são agrupados espontaneamente. Esta organização é, segundo o gestaltismo, essencialmente inatos.

A organização da nossa percepção será estudada pelos gestaltistas que enunciam um conjunto de leis.

- Lei da proximidade – perante elementos diversos, temos tendência a agrupar aqueles que se encontram mais próximos.

- Lei da semelhança – perante elementos diversos, temos tendência a agrupar por semelhanças.

- Lei da contiguidade – perante algo inacabado, temos tendência a acabar.

Os gestaltistas criticam Watson porque este diz que todo depende do meio e Köhler acha que as ideias são inatas.

Construtivismo

  Este defende que o conhecimento é um processo dinâmico há permanentemente interacção entre o sujeito e o objecto. Na sua perspectiva, não é possível separar o sujeito do objecto, como não é possível imaginar um organismo vivo independente do meio, este processo de interacção decorre em etapas sequenciais que Piaget designa por estádios de desenvolvimento (sensório-motor vai do nascimento até aos 18 meses; pré-operatório começa com a linguagem e vai até aos 7 anos; operações concretas vai dos 7 aos 12 anos, a criança é capaz de raciocinar sobre objectos manipuláveis; operações formais surge por volta dos 12 anos, a criança é capaz de raciocinar sobre hipóteses, sobre proposições).
      Para Piaget, conhecer é agir e transformar os objectos. O conhecimento não se reduz ao simples registo feito pelo sujeito dos dados já organizados no mundo exterior. O sujeito apreende e interpreta o mundo, através das suas estruturas cognitivas. Mas o sujeito não se encontra apetrechado com estruturas inatas. Essas estruturas são formadas graças à actividade do sujeito no contacto com o meio que está em devir permanente. O processo de conhecimento é o processo de construção de estruturas.
   Piaget utiliza a observação naturalista para observar naturalmente as pessoas no seu meio, isto é, no meio em estão habituadas a frequentar e o método clínico tenta-se compreender um caso clinico concreto.
Conclusão: o
comportamento do indivíduo, a inteligência, resulta de uma construção progressiva do sujeito em interacção com o meio.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Behaviorismo



O Behaviorismo ou comportamentalismo é uma corrente da psicologia criada por John Watson, nos Estados Unidos.
Watson criou uma teoria totalmente diferente das criadas até então, pois em vez de estudar a consciência, estudou o comportamento, os factores observáveis.
Para Watson, os estudos da psicologia não deviam ter em conta nenhum tipo de preocupações introspectivas, filosóficas ou motivacionais, mas sim os comportamentos objectivos, concretos e observáveis, assim conseguiu tornar o estudo da psicologia muito mais concreto, estudando as respostas comportamentais a determinados estímulos; como a experiência altera o comportamento; a importância de factores genéticos, e outros factores que poderiam influenciar o comportamento.
Além disto tudo, Watson alargou o seu estudo tanto aos animais como às crianças (área pouco desenvolvida até então). E chegou a conclusões como por exemplo que os comportamentos são antecedidos de estímulos; que todos os comportamentos são adquiridos por aprendizagem, sendo esta muito importante na alteração de comportamentos desadaptativos e que os comportamentos complexos são criados pela soma de várias acções simples.

Funcionalismo

      Ao contrário do Estruturalismo, o Funcionalismo não achava importantes as questões ligadas às unidades básicas da mente, antes pelo contrário, dá importância à consciência e tenta explicar a capacidade de adaptação da mente através da mesma, ou melhor, tenta explicar “o que os Homens fazem” e “porque o fazem”. Esta corrente foi fundada por William James e James R. Angell, apesar de terem tido vários seguidores. E a forma que estes acharam mais adequada para o estudarem foi através da observação, apesar de a introspecção ser ainda aceite como método de investigação. Estes métodos foram utilizados não só no estudo de seres humanos, como também no estudos com animais, chegando a conclusões, como que tantos os     Homens como os animais tinham tendência para repetir acções, pelas quais foram beneficiados e não repetir as que foram prejudicados.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Cimógrafo


     Este aparelho designa-se por Cimógrafo e servia para medir as intensidades e durações dos processos psicofisiológicos e foi muito utilizado nos estudos de Wundt.



quinta-feira, 10 de maio de 2012

Estruturalismo


A psicologia moderna, apenas surge nos finais do século XIX, pois foi nesta altura que Wilhelm Wundt, psicólogo alemão criou o primeiro laboratório de psicologia experimental, surgindo a psicologia científica, através da qual a psicologia se separou da filosofia definitivamente.
Wundt tentou explicar como funcionava a mente humana, para isso desenvolveu várias experiências, na tentativa de tal como na ciência encontrar as unidades básicas da mente (tal como os átomos na física), mais especificamente, queria saber o que estava na base dos sentimentos e das sensações. Para tal, utilizou o método da introspecção, onde algumas pessoas treinadas tentavam descrever os sentimentos e sensações da forma mais simples possível (era pedidos aos interrogados para descreverem várias vertentes do que sentiam, como a intensidade, a duração, o modo, o prazer ou desprazer, a tensão ou relaxamento, a actividade ou a passividade, entre outros).
Esta corrente de estudo da mente designou-se por Estruturalismo.